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Ambiente
Câmara incentiva reflorestação do território
    21-01-2019
    Através do programa ambiental “25 mil árvores até 2025” promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão é possível os proprietários de terrenos acederem a projetos de florestação e reflorestação, obrigatórios por lei, de uma forma totalmente gratuita e ainda conseguirem a oferta das plantas e árvores aprovadas para a área a intervir. Foi o que aconteceu com uma proprietária de um terreno com cerca de 1 hectare localizado na freguesia de Esmeriz, que depois do abandono do cultivo de uma vinha e do milho, decidiu converter o seu terreno num pequeno bosque autóctone, deixando assim um bem precioso às gerações vindouras.

    Para além da elaboração do projeto florestal obrigatório, o município famalicense forneceu ainda cerca de meio milhar de árvores autóctones indicadas para aquele tipo de terreno, desde pilriteiros, medronheiros, faias, cerejeiras bravas, plátanos bastardos, amieiros e salgueiros.

    A plantação decorreu no início deste mês de janeiro e mobilizou ainda cerca de 60 alunos das escolas Cior, Oficina e da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, que se voluntariaram para plantarem as árvores que vão compor este pequeno bosque na freguesia de Esmeriz.

    A reflorestação de terrenos privados é, assim, uma das tipologias de ação de projeto das “25 mil árvores até 2025”, para além da criação de berçários de espécies autóctones criados pelas eco-escolas e que depois integram estes projetos, e da campanha de adoção de árvores, que decorre várias vezes por ano, em Famalicão.

    Refira-se que com o projeto “25 mil árvores até 2025”, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão quer reabilitar aproximadamente 25 hectares do território concelhio através da plantação de 25 mil árvores e arbustos nativos da região em áreas urbanas, espaços rurais, ao longo das linhas de água e em montes e serras. O projeto arrancou em setembro 2016 e até ao momento já foram plantadas perto de 14 mil árvores ao abrigo deste projeto.

    Os proprietários que aderirem ao projeto têm apenas realizar os trabalhos de preparação dos terrenos para a plantação das árvores e autorizar a presença de técnicos da autarquia e de voluntários para a realização de tarefas necessárias à plantação de árvores e cuidados posteriores por um período de cinco anos. Os proprietários ficam também impedidos de abater as árvores plantadas por um período de mínimo de 15 anos.

    Por seu lado, a autarquia compromete-se a financiar o projeto de arborização dos terrenos que deverá ser submetido ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a custear e ceder as árvores a plantar, ajustando com os proprietários as condições de plantação, respeitando os usos de propriedade.
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